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Dilma age para unir o
PMDB e rachar o PSB. A diferença fundamental é que o PMDB, maior partido
brasileiro, não tem alternativa senão se pendurar em Dilma, mas o PSB, de
porte médio, tem um candidato potencial à Presidência.
Na mesma semana, Dilma recebeu
o governador Cid Gomes (CE), adversário do pré-candidato Eduardo Campos no
PSB, e prestigia duas vezes o PMDB: deu uma passadinha no jantar das estrelas
peemedebistas, na quarta-feira, e vai até discursar na convenção nacional do
partido, amanhã, ratificando que a vaga de vice é de Michel Temer e ninguém
tasca.
Cid Gomes é aquele que leva a
sogra para passar o Carnaval em Paris com dinheiro público, diz-se que está
comprando um jatinho bilionário para o governo do Ceará (ou para chamar de
seu) e acaba de pagar um cachê de R$ 650 mil para Ivete Sangalo na
inauguração de um hospital que nem pronto para funcionar estava.
Apesar desses probleminhas, o
governador e seu irmão, Ciro Gomes, são os artilheiros de Dilma para atacar a
candidatura de Campos no PSB. Presidenciável de si mesmo, Ciro fez um
'strike', ao acusar todos os adversários de Dilma -o tucano Aécio, a
'sonhática' Marina e o próprio correligionário Campos- de não terem nenhuma
proposta para o país.
Ato contínuo, Dilma -a única
preservada no boliche descontrolado de Ciro- teve uma conversa promissora com
Cid. Mais ou menos assim: Ciro joga álcool, Cid leva o fósforo e Dilma o
acende. Eduardo Campos parece cada vez mais candidato, mas o PSB está em
chamas.
Já no profissional PMDB, Temer,
Sarney, Renan, Henrique Alves, ministros e governadores seguem o lema de que
a união faz a força e sabem se defender.
Se Lula articulava substituir
Temer por Campos na reeleição, não deve articular mais. Nem o PSB quis nem o
PMDB cedeu. E Dilma precisa do PMDB, como o PMDB precisa de Dilma. Entre os
dois, o menos perigoso é o PSB. Aliás, meio PSB. (*Folha de
S.Paulo)
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sábado, 2 de março de 2013
Um vai, outro racha
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